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sexta-feira, 19 de março de 2010

IMPERDOÁVEL




















Unforgiven (1992) protagonizado e dirigido por Clint Eastwood foi o regresso deste à temática do Oeste num registo de homenagem a Leone mas bem sendimentado no cinema americano. Um homem atormentado pelo passado (mas agora com nome, Munny) é obrigado a recuperá-lo e à força de bala vingar-se do vilão na pessoa de Gene Hackman. O filme é bom na sua violência e simplicidade.

O melhor deste filme é a referência à literatura romanceira (frontier stories - western fiction) dedicada aos pistoleiros do Oeste - na sua grande maioria extrapolada e exagerada, como no casos de Buffalo Bill Cody e de Louis L'Amour. Recordei-me também agora de um excelente filme que tenho que comentar brevemente - o Dead Man (1995) de Jim Jarmusch com Johnny Depp e que também se passa no Oeste, filmado num atraente e sombrio preto e branco.

Visto por ali.

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O REBELDE DO KANSAS




















No seguimento do seu trabalho com Leone e que lhe terá deixado "um bichinho" pelo Oeste selvagem americano, empreendeu Clint Eastwood o fillme The Outlaw Josey Wales (1976) que viria a ter continuação já sem Clint no The Return of Josey Wales de 1986. O próprio Clint voltaria ao tema no seu aclamado Unforgiven.

Trabalho regular e de algum modo interessante. Se bem que mais violento graficamente que os filmes de Leone, este filme é menor nesse aspecto do que os deste realizador pois nesses a violência transpirava-se em pausas e ritmos de espera. A violência é mais violenta (passe o pleonamo) quando em compasso de crescendo de espera do que quando é explícita. 

ADENDA
16/02/10

Assim como também no High Plains Drifter (1973) - na personagem do The Stranger e no Pale Rider (1985) - na misteriosa personagem do The Preacher, ambos dirigidos e protagonizados por Clint Eastwood.

Visto aqui e ali. 

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domingo, 20 de setembro de 2009

ROOKIE



Na sua edição em Portugal o filme surge titulado como Rookie, O Profissional em Perigo e aqui escuso-me de comentar a eficiente máquina de tradução que insiste em cometer trapalhadas (e nem adianta dizer que o filme é de 1990 e que quem 'ornamenta' os títulos são os boys das produtoras e não os tradutores / linguistas - não é desculpa, a isto eu chamaria as bUrradas).

Chamava-lhe O Novato e basta!

Este é um protótipo dos filmes de polícias que preencheram as décadas de 70 a 80 e que tiveram o seu reflexo na televisão (Hill Street Blues). Aqui Eastwood recuperou a personagem do Dirty Harry, alterando-lhe apenas o nome mas mantendo todos os atributos do mítico Callahan: ferocidade e imprevisibilidade e dedo fácil no gatilho (e afinando-lhe ainda o humor). O filme torna-se hilariante por todas as fórmulas que agora lhe reconhecemos - e a previsibilidade serve-se agora, passados 18 anos, a traços de gargalhada.

A direcção de actores é trapalhona (Raul Julia falha como alemão e Sónia Braga é irregular - abre a boca quase no fim do filme), mas o que realmente me impressionou foi o trabalho de câmara, os ângulos fechados e picados, o enquadramento dinâmico e fechado e o entusiasmo nas cenas de luta!
O filme até é apetecível e é uma alternativa possível para uma noite qualquer em que apeteça filme no sofá.

Visto na Cinemateca dentro do ciclo Clint Eastwood - Um homem com Passado : CS Movie Group

Rookie : http://www.imdb.com/title/tt0100514/
Hill Street Blues : http://www.youtube.com/watch?v=yevI8xCAKuc